14-10-04
Estou viva!
Gente nem sei por onde começar. Dei uma sumida no fim de setembro por causa da correria. Inúmeros problemas no trabalho, funcionários sendo transferidos à revelia, por um triz escapei de ter que trabalhar em Guarulhos morando na zona Oeste de São Paulo. Chorei e sofri muito por mim e pelos colegas que foram obrigados a ir tapar buraco. Não se tratava de nenhum castigo, mas fomos todos castigados.
Depois foi a entrega do meu carrinho novo que saiu da concessionária com um pequeno problema na parte elétrica o que me estressou bastante. Mas já foi resolvido. Quando pensei que ia curtir e passear pra comemorar no feriado, minha maré baixa voltou.
No sábado já comecei a ficar rouca, a voz foi sumindo... uma tosse seca começou a me incomodar nos fins de tarde. A coisa foi piorando, trabalhei mal na segunda. Veio o feriado e minha mãe ficou muito doente passei o dia literalmente no pronto socorro. Me odeio por não poder pagar um plano melhor para ela no momento. Cheguei as 10hs da manha, a pressão dela estava a 11/19 e 300 de diabetes. Saimos às 18 hs. Faz mês que ela apresenta um quadro neurológico preocupante, está com o lado direito trêmulo e perdeu parte do equilíbrio. A pressão arterial está descompensada. A porcaria do plano só a deixa passar pelos médicos dos ambulatórios deles, fazer exames nos laboratórios que atendem lá. E mesmo assim a Neuro de lá pediu uma tomografia pra verificar a suspeita de derrame ou parkinson - 30 dias depois ninguém consegue fazê-los liberar a guia. Pedem mais e mais relatórios. E minha mãe continua sem o tratamento adequado. No Hospital "deles" consegui um médico muito humano que se irritou com a história e conseguiu um neuro amigo lá mesmo que pediu o exame no próprio hospital, por isso ficamos até as 18hs esperando a liberação, sentadas naquelas cadeiras - detalhe: ela vai fazer 76 anos! Saimos de lá com o exame, porém sem laudo, porque o neuro foi embora e não tinha outro pra fornecer o laudo! Fosse um ataque cardíaco e ela estaria morta. Minha irmã conseguiu um encaixe pra hoje com a neuro dela no ambulatório de Osasco. A médica faltou. Só segunda. Vão ser 45 dias do início do problema.
Mas não é só isso. Ontem fui trabalhar ainda cansada do dia de pronto-socorro, quase afônica. Estava em jejum me preparando pra ir almoçar, às 13 hs o telefone toca, um colega me chama de volta. A diretora da escola do Henry me dizendo pra ir buscá-lo pois durante uma atividade física ele havia sofrido uma contusão, estava inchando e ele não conseguia colocar o pé no chão. Fui. Pronto-socorro novamente. Pelo menos meu plano de saúde (empresarial) é decente. Resultado: fratura. Tenho um filho de 3 anos com uma bota de gesso por 45 dias no mínimo. Voltei ao trabalho no dia 21. Estou de licença novamente. Pior: não posso carregá-lo por causa da cirurgia e ele não pode por o pé no chão.
De fora parece melodrama. Mas não é. Não quero falar mais. Desculpem todos que ficaram preocupados comigo. Estou sem ânimo até para ligar o micro. Volto quando a maré ruim passar. Por que tenho fé em Deus que vai passar. Rezem por mim e pelos meus. Continuo adorando vocês mas não quero contagiar ninguém com meu mau humor no MSN. Beijinhos.
Falei às 22:04 []
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